64ª Reunião Anual da SBPC
G. Ciências Humanas - 4. Geografia - 3. Geografia
A FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR EM RONDONÓPOLIS-MT: UMA ALTERNATIVA DE BENEFÍCIOS ECONÔMICOS E SOCIAIS
Ezedequias de Queiroz Silveira 1
Antonia Marilia Medeiros Nardes 2
Mirian Terezinha Mundt Demamann 3
1. Graduando em Geografia - Bolsista CNPq – Universidade Federal de Mato Grosso - Campus de Rondonópolis
2. Profª. Drª.-Orientadora - Depto.de Geografia - Campus de Rondonópolis- UFMT
3. Profª. Drª. colaboradora - Depto.de Geografia - Campus de Rondonópolis - UFMT
INTRODUÇÃO:
As feiras é uma das formas mais antiga de comercialização. Essa tradição ainda permanece e se fortalece por meio de sua integração e relação social que se estabelece entre o produtor/comerciante e o consumidor. Nos dias atuais os feirantes para conquistar o cliente e atender as exigências dos órgãos de fiscalização precisam se adequar às novas demandas da sociedade e da legislação.
Mesmo, com grandes redes de supermercados em atacado e varejo, ainda assim, as feiras principalmente da agricultura familiar, possui um papel importante que é a troca de saberes entre produtor/comerciante e cliente, onde os produtos são mais saudáveis e na maioria das vezes orgânicos.
A cidade de Rondonópolis tem se destacado na região sul de Mato Grosso por meio das feiras da agricultura familiar. Os produtos comercializados vêm de uma cultura diversificada, solidária e que busca o equilíbrio socioambiental.
A busca por autonomia e maior independência é um dos objetivos dos pequenos produtores. As conquistas vêm acontecendo por meio de parcerias governamentais, de instituições religiosas e também empresas privadas.
METODOLOGIA:
Para a realização deste estudo apoiou-se num referencial teórico. Buscou-se entender os conceitos de agricultura familiar, economia solidária, comércio justo e também a finalidade das feiras dentro deste contexto de inclusão social.
Foram feitas observações in loco da feira para verificar a organização e estrutura dos espaços. As entrevistas estruturadas e semi estruturadas e diálogos, ouvindo experiências cotidianas vividas pelos feirantes. Foi entrevistado o presidente dos produtores da agricultura familiar da região sul de Mato Grosso o Sr. Aguilar Teixeira de Oliveira e o zootecnista Valnei Vieira Marinho responsável pela assistência técnica da Prefeitura Municipal de Rondonópolis aos trabalhadores rurais.
RESULTADOS:
As feiras estão cada vez mais direcionadas a determinados produtos ou pessoas. Pensar em uma feira voltada a pequenos agricultores não significa criar uma nova categoria de feirantes, mas reunir essa categoria fortalecendo as relações entre elas.
A feira da agricultura familiar em Rondonópolis teve sua primeira edição no dia 17 de novembro de 2010. Ela ocupa o mesmo espaço sediado por outra feira convencional, porém, em dias diferentes sendo todas as quartas feiras. O local é coberto, possui iluminação, banheiros e energia. A feira é localizada próxima ao centro da cidade em um bairro nobre chamado Vila Aurora.
A feira foi criada como alternativa para melhorar as condições de vida dos trabalhadores rurais, sendo umas das reivindicações da categoria. A Prefeitura tem disponibilizado transporte para os assentados de maior número de produtores. Os demais assentamentos não são beneficiados com o meio de transporte. Diante disso, inviabiliza uma parcela de pequenos produtores chegarem à feira. Em consequência disso, o número de feirantes tem reduzido.
O Poder Público municipal tem propiciado assessoria técnica por meio da Secretaria de Agricultura e Pecuária. A Igreja Católica tem colaborado com palestras e reuniões por meio de fóruns para debater os principais problemas e buscar o conhecimento para melhorar a vida das famílias no campo.
CONCLUSÃO:
As feiras dos pequenos produtores rurais de Rondonópolis e região é uma alternativa que busca beneficiar não somente o pequeno produtor, mas a sociedade. O lema é produzir com qualidade respeitando o meio ambiente e evitando que o atravessador encareça os produtos.
É necessário dar condições para que o pequeno produtor produza e se mantenha em sua propriedade com sua família, pois é um direito. É importante estar buscando alternativas para que esses produtores consigam se desenvolver junto as mudanças no setor de produção e de comercialização.
Os feirantes possuem um ritmo cotidiano diferente da sociedade urbana. As relações humanas e a cultura são diferentes de quem vive na cidade. Portanto, são necessárias algumas adequações que sejam capazes de harmonizar as relações entre o produtor/comerciante e consumidor.
Palavras-chave: Agricultura familiar, Economia solidária, Feiras.