64ª Reunião Anual da SBPC |
A. Ciências Exatas e da Terra - 4. Química - 7. Química Orgânica |
O ESTUDO COMPARATIVO DA NOMENCLATURA DE COMPOSTOS ORGÂNICOS EM LIVROS DIDÁTICOS USADOS NO CURSO TÉCNICO EM QUÍMICA MÉDIO INTEGRADO NO IFMA (CAMPUS MONTE CASTELO) COM A NOMENCLATURA OFICIAL IUPAC E ELABORAÇÃO DE UMA APOSTILA SOBRE O USO CORRETO DESTAS REGRAS. |
Amanda Ferreira de Sousa Pinheiro 1 Fernando José Costa Carneiro 2 Antonio José Cantanhede Filho 3 |
1. Estudante do Ensino Médio- IFMA (Campus Monte Castelo) 2. Prof. Dr./ Co-Orientador - Departamento Acadêmico de Química, IFMA (Campus Monte Castelo) 3. Prof. Msc./ Orientador - Departamento Acadêmico de Química, IFMA (Campus Monte Castelo) |
INTRODUÇÃO: |
Frequentemente podem ser vistas na televisão propagandas oferecendo produtos que por serem naturais “não contém química” e, assim, são mais saudáveis. Em outros momentos, a química é apresentada como a grande vilã contra o meio ambiente, pois dejetos químicos despejados nos rios e fumaças nas chaminés de indústrias são as principais imagens associadas à Química como fonte de poluição. Não é novidade que os jovens não se interessem pela Química e que tenham esta visão distorcida, chegando a considerar que essa ciência não faz parte de suas vidas. Desta forma, verifica-se a necessidade da utilização de formas alternativas relacionadas ao ensino de química, com o intuito de despertar o interesse e a importância dos conceitos químicos presentes nos currículos escolares. Por isso, todo esforço no sentido de uma sistematização desse conteúdo para uma melhor compreensão dessas regras é de grande relevância na relação ensino-aprendizagem. O projeto de pesquisa desenvolvido teve como objeto discutir a nomenclatura de compostos orgânicos a partir da análise dos livros didáticos de química do ensino médio, bem como identificar as dificuldades dos alunos quanto a estes assuntos e melhorar o seu aprendizado. Além disso, ajudá-los a utilizar conceitos mais abrangentes no que diz respeito ao estudo da nomenclatura de compostos orgânicos também se fez necessário. |
METODOLOGIA: |
Um levantamento bibliográfico foi feito para comparar os livros que vêm sendo utilizados em sala de aula com as regras atuais de nomenclatura da IUPAC (União Internacional de Química Pura e Aplicada). Com base nesse estudo, um questionário estruturado sobre o estudo da nomenclatura de compostos orgânicos foi elaborado e aplicado aos alunos que cursaram e alunos que estão cursando a disciplina de Química Orgânica nos cursos técnicos integrados na área de química do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão- IFMA, São Luís (Campus Monte Castelo). Este questionário tem por finalidade identificar o conhecimento por parte dos mesmos sobre o estudo da nomenclatura de compostos orgânicos. O questionário foi analisado e depois de identificados quais os principais erros conceituais, foi elaborada uma apostila sobre nomenclatura com as regras atuais e as correções das principais falhas encontradas. Esta apostila foi disponibilizada aos alunos de modo a auxiliá-los em relação ao tema. Posteriormente, um novo questionário foi realizado, este, por sua vez, com o objetivo de relatar a influência desta metodologia e fornecer aos educandos uma visão mais abrangente sobre a nomenclatura de compostos orgânicos. |
RESULTADOS: |
O primeiro questionário aplicado aos educandos foi de suma importância para os resultados obtidos, pois mesmo já tendo a disciplina ministrada aos mesmos, observou-se certa deficiência. A 1ª pergunta do questionário foi: Cite qual (is) a (s) classe (s) de compostos orgânicos que você tem mais afinidade, e a (s) que você tem mais dificuldade. A classe dos compostos nitrogenados foi a que os alunos alegaram mais dificuldade, com 84% das respostas, seguida dos ésteres e éteres que juntos representam 8%. E a classe que os alunos mais têm facilidade é a dos hidrocarbonetos, com 45%, seguida dos alcoóis representando 25% e cetonas com 12%. A 2ª pergunta, questionava os alunos quanto o que, na opinião deles falta nos livros de química orgânica, e com base nas respostas, a apostila foi confeccionada. Outra questão abordava os alunos com várias afirmações, dentre as quais eles deveriam julgar quais eram verdadeiras, e quais eram falsas. Essas afirmações eram todas sobre as regras de nomenclatura. Todos os alunos erraram essa questão, o que comprova que há uma necessidade em focar mais nas regras, porém, fazendo isso, de uma maneira mais ‘chamativa’, como os próprios sugeriram na 2ª questão. No segundo questionário, observou-se um melhor desempenho dos alunos, o que comprova a eficiência da metodologia abordada. |
CONCLUSÃO: |
Se notas fossem consideradas, a média dos alunos no primeiro questionário seria de 6,5, valor considerado baixo, demonstrando assim um déficit nos mesmos em relação ao conhecimento e aplicação das regras de nomenclatura de compostos orgânicos. Por meio do primeiro questionário, pôde-se identificar as principais dificuldades dos alunos e após a utilização da apostila e aplicação do segundo questionário, pôde-se observar que houve uma melhor performance em relação ao assunto por parte dos alunos. A apostila focou-se bastante na contextualização, para que educandos pudessem observar o quão é importante aprender a nomenclatura dos compostos orgânicos, e o quanto eles são uteis no nosso cotidiano. Sendo assim, vale ressaltar, que os objetivos propostos foram alcançados, haja vista que a melhora em relação a conceitos e regras foi notável e comprovado por meio dos questionários. |
Palavras-chave: Formas alternativas, Nomenclatura de compostos orgânicos, Aprendizado. |